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O Clima, a Amazônia e o Cerrado por Valdivino Braz A abertura do Fórum O clima, A Amazônia e o Cerrado, coordenado pelo jornalista e ambientalista Washington Novaes, no Cine São Joaquim, dedicou a manhã de quarta-feira, 13, às exposições pertinentes ao aquecimento global e suas conseqüências para o Brasil. Os cientistas Luiz Pinguelli Rosa, José Marengo, Ulisses Confalonieri e Paulo Artaxo Netto fizeram suas exposições a partir das previsões do Painel Inetergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) e dos cenários antevistos pelo INPE para a Amazônia, com repercussões no Centro-Oeste e no Cerrado.
Abrindo o evento, Luiz Pinguelli Rosa abordou a emissão de gases do efeito estufa e as políticas climáticas brasileiras para o problema. Mencionou o compromisso não-cumprido pelos países desenvolvidos e ex-socialistas na questão e a proposta brasileira junto ao Protocolo de Kyoto, no sentido de que seja criado o Fundo Para o Desenvolvimento Limpo, que não foi aprovado, mas levou à criação de mecanismos para que os países ricos façam investimentos nos países em desenvolvimento, para redução da emissão de gases. Mostrou que as emissões aumentaram bastante, desde 1970, e que a situação atual é que os países desenvolvidos não estão reduzindo as emissões, enquanto os países em desenvolvimento seguem pelo mesmo caminho.
Luiz Pinguelli disse que dados científicos revelam que não se observam mudanças no percentual de emissão per capita, e apontou fontes alternativas para a questão do aquecimento global, como a racionalização de energia, o combustível alternativo e maior atenção à questão do lixo urbano como fonte de energia, além de um plano nacional de ação para enfrentamento das mudanças climáticas.
No geral, os expositores mostraram como o caos climático ameaça a sobrevivência de espécies animais e deixaram claro que não é o temperatura que está matando a vida no planeta, mas o homem, evidenciando que alguma coisa precisa ser feita para reverter a situação. Mostraram, também, as projeções pessimistas (com altas emissões de gases) e as otimistas (com baixas emissões) para a mudança de temperatura. Criticaram as informações “alarmistas” da imprensa e foram unânimes em afirmar que os comportamentos devem ser repensados em defesa da vida no planeta. Os expositores falaram, enfim, sobre as políticas públicas necessárias para enfrentar o problema do aquecimento global, bem como das formas de adaptações aos novos tempos, em nível planetário. Defendem que este é o melhor momento para o Brasil assumir o compromisso de reduzir a emissão de gases noviços ao planeta e levar e os países ricos a fazerem o mesmo.
O Fórum, que será seguido de debates prossegue com novas exposições, a cargo de Luiz Gilvan Meira Filho, Eduardo Assad, Laerte Ferreira e Sergio Besserman.
crédito da foto Cida Carneiro fonte: agepel
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eNT . Revista Eletrônica Nádia Timm . 2007 |